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Blog Monteiro

Como a taxa Selic influencia no financiamento de imóveis?

Publicado em: 29/06/2020

O mercado imobiliário vem sendo bastante citado quando o assunto é investimentos. Motivo: devido a mudanças na economia, o momento atual é propício para quem deseja investir em imóveis. Além de mudanças positivas no crédito imobiliário, os juros estão mais baixos, influenciados pela taxa Selic, que caiu de 3,75 para 3%. Essa tarifa exerce impacto em toda a economia e reflete diretamente no setor de imóveis. Mas, por que isso acontece? Vamos explicar.

Funcionamento da taxa Selic

A taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia) é definida pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom). Diariamente, os bancos precisam ter um valor mínimo em caixa, estabelecido pelo Banco Central. O objetivo é controlar a inflação e o dinheiro que circula no Brasil.

Quando um banco não atinge essa quantia, consegue via empréstimo, que tem como garantia títulos públicos do governo, emitidos pelo Tesouro Nacional, o que representa uma forma de financiar a dívida pública, permitindo que investidores “emprestem” dinheiro para o governo. O Copom controla essas operações por meio da taxa Selic, definida periodicamente, levando em conta a economia atual, como câmbio e inflação. Para isso, o Banco Central compra ou vende títulos públicos. Como a tarifa é a base para outros juros no Brasil, quando é reduzida, o crédito fica muito mais barato e acessível.

A taxa Selic e o atual setor de imóveis

No começo de 2020, a taxa Selic já estava em queda. Unindo os juros baixos aos investimentos em crédito imobiliário, o financiamento com recursos da poupança cresceu 42% nos primeiros meses do ano. De acordo com uma pesquisa da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional), as vendas de apartamento aumentaram 26,7% no primeiro trimestre.

Com relação ao crédito, foram estabelecidas algumas medidas para impulsioná-lo. R$43 bilhões foram destinados para esse propósito e o prazo de carência da Caixa Econômica Federal passou a ser de seis meses. Além disso, a regra de registro imobiliário foi flexibilizada pelo Conselho Monetário Nacional.

Em 2020, a construção civil desacelerou, devido à pandemia do Covid-19. No entanto, o momento atual é bastante positivo para quem deseja investir em imóveis, uma vez que os juros baixos e incentivos ao crédito tornam a compra mais acessível e vantajosa. Se quem investe, leva em conta a alta demanda de aluguel de imóveis, mesmo que não pretenda morar na propriedade, no momento, pode alugá-la, o que garante uma renda extra, com possibilidade de altos lucros. Uma prova disso é o sucesso de plataformas como o Airbnb.

Independente do propósito: morar, alugar ou vender futuramente, comprar imóveis é garantia de valorização nos anos seguintes. Por isso, o segmento é uma excelente opção para quem deseja estabilidade e garantir patrimônio familiar. Levando em conta o cenário econômico atual, o momento é ideal para quem investir no mercado imobiliário.